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VAMOS Á AULA!!

Unicamp abre inscrições para o curso “O Golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil”


Da Redação
O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, abre nesta segunda-feira as inscrições para o curso O Golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil, que terá 30 aulas entre 12 de março e 22 de junho. As inscrições ficarão abertas até o dia 8.
O curso foi criado em solidariedade ao professor Luis Felipe Miguel, que decidiu ministrar o mesmo curso na Universidade de Brasília (UnB).
Ele foi ameaçado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, que prometeu acionar o Ministério Público Federal no DF, a Advocacia Geral da União, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União para investigar.
“Está claro que não houve base científica na criação desse curso. Contraria as boas práticas da educação. Alguém não pode ter uma ideia ou uma opinião e simplesmente oferecer dentro de uma universidade um curso”, disse à época o ministro de Temer, que pretende obter ressarcimento caso algum órgão de controle considere a atividade imprópria.
“A disciplina não merece o estardalhaço artificialmente criado. A única coisa que não é corriqueira é a situação atual do Brasil, sobre a qual a disciplina se debruçará”, reagiu à época o professor Miguel.
O colegiado do Instituto de Ciência Política da UnB publicou nota segundo a qual “mostra sua estranheza com a situação construída nos últimos dias e se solidariza com nosso colega, professor Luis Felipe Miguel, que sempre contribuiu de forma central à produção acadêmica do nosso Instituto e da Ciência Política brasileira. Agradecemos também todo o apoio que o Instituto de Ciência Política da UnB vem recebendo da comunidade científica e universitária”.
Até agora, em ao menos 13 universidades públicas foi anunciada a intenção de oferecer cursos similares:
Universidade Estadual Paulista (Unesp), Assis; Universidade de São Paulo (USP); Universidade Estadual da Paraíba (UEPB);  Universidade Federal da Bahia (UFBA);  Universidade Federal do Amazonas (Ufam);  Universidade Federal do Ceará (UFC); Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS); Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e Unicamp.
Em Campinas, as aulas serão as seguintes:
A caracterização de golpe de Estado na teoria política
As novas formas de golpe de Estado na América Latina
Velhas e novas técnicas do golpe de Estado
A questão da fragilidade da democracia no Brasil
O golpe começou em 2013?
O contexto internacional e o golpe
Pensamento e ideologia da nova direita
A divisão da classe média na crise política brasileira
As direitas em movimento (2011-2016)
Mudanças culturais e simbólicas que abalam o Brasil
O sindicalismo diante do golpe
Análise dos processos textuais de construção da categoria “golpe”
O parlamento e a votação do impeachment
Análise das falácias na sentença de Sergio Moro
O jogo político do STF e o golpe
Por que foi frágil a resistência ao golpe?
Austeridade, reformas e desmonte: a economia política do golpe
A devastação do trabalho na era Temer
Neoliberalismo, crise da democracia e a destruição dos direitos das mulheres
O ataque aos direitos das populações indígenas
A pressão sobre as terras de ocupação tradicional
A crise da participação institucional e a resistência ao golpe
Os usos políticos da violência: da MINUSTAH à intervenção no Rio de Janeiro
Educação sitiada
As medidas liberadoras da destruição ambiental
A censura às artes
Autoritarismo e criminalização
O golpe na cultura
Golpe, direitos e reforma trabalhista em perspectiva histórica
O curso sobre a Educação Sitiada será dado pela professora Josianne Cerasoli, no dia 5 de junho.
O professor Luis Felipe Miguel, da UnB, foi convidado para dar a aula de encerramento.

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