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LA LA LAND!!


 O Oscar 2017 acontece no dia 26 de fevereiro e  La La Land - Cantando As Estações lidera com 14 indicações em 13 categorias e iguala o recorde de Titanic. Em 2017 pelo menos dois gêneros de filmes extintos foram resgatados:o musical e o faroeste. Ainda temos um filme sobre a segunda guerra mundial. Este mês teremos as pseudocríticas de cinema do blog. Vamos lá!!

LA LA LAND - CANTANDO AS ESTAÇÕES

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.
(https://www.cineclick.com.br/la-la-land-cantando-as-estacoes).
 
Sempre entendi musicais enquanto manifestações sublimadas do amor. Quem ama ouve música onde ela não tem. LA LA LAND, ("terra do lá lá"kkkkkkkk), resgata esse gênero de filme que estava extinto e que fez tanto sucesso no século passado. É interessante antes de tudo, diferenciar filmes musicais de filmes musicados. O musical tem diálogos sem que todos os personagens precisem cantar o tempo todo. No filme musicado, não.  Os diálogos são cantados.
LA LA LAND, é tocante e não enfada, problema que alguns musicais podem apresentar. O clima do filme é de homenagens ao próprio cinema e aos musicais célebres inesquecíveis. A tela inicial é em cinemascope e o THE END é clássico. A abertura em que motoristas saem de seus carros foi inspirada no engarrafamento que abre “8 ½” (1963), de Fellini. Há referências a cenários de “Cantando na chuva” (1952). Na festa, a dança em em torno da piscina, remete a "Charity, meu amor” (1969). A cena dentro do Observatório Griffith em que os dois flutuam, lembra “Ritmo louco” (1936). O sapateado da dupla é inspirado em Fred Astaire em “A roda da fortuna” (1953), ou “Vamos dançar?” (1937) em dueto com Ginger Rogers. O filme também cita sucessos atemporais do cinema. Pelo menos menciona diretamente "Casablanca"(1942) e "Juventude transviada"(1955). Para além disto, a história do filme é encantadora.  
Os personagens apaixonam-se e daí precisam assumir as atitudes que decorrem e são impostos por este sentimento. Quem ama é egoísta??  A paixão é otimista ou pessimista? Ambos se veem diante de dilemas onde precisarão escolher entre o sonho e o pragmático. Lembra alguma coisa?? Sim. Precisamos realizar nossos sonhos ou precisamos dar uma resposta as agruras do pragmatismo do existir?  Ele queria abrir seu jazz club e ela fazer teatro e cinema.
O tempo passa e novos embates surgem. Precisarão optar pelas carreiras que escolheram ou estarem juntos. No jantar rola um papo psicanalítico: temos que realizar o sonho que possuem para nós ou correr atrás do nosso próprio?? Aliás, uma cena tensa.  A esta altura o filme transmuta-se num drama romântico,mas não menos musical. A música Também tem a trilha que toca a solidão, o desamor e a separação.  A vida é assim e LA LA LAND imita a vida. 
O mundo precisa de musicais, sejam para anestesiar ou para sublimar. Uma música para cada estação. O filme é para os apaixonados de plantão, os utopistas, sonhadores e vivantes. Para os que não carregam o mundo e outras pessoas nas costas. Para aquelas que falam levemente de assuntos sérios e seriamente de assuntos leves.LA LA LAND  É um 
"viva aos sonhadores
tolos irremediáveis
um viva aos corações que sofrem
Um viva aos caos que causamos.
Quem venham os rebeldes, 
As ondas provocadas pelas pedras,
Os pintores, os poetas e as peças de teatro.
E um viva aos tolos sonhadores 
Malucos irreparáveis".  Bem-vindos ao Seb's.

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