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UTOPIA POSSÍVEL!!

Milhares festejam nas ruas de Paris a vitória de François Hollande
Imensa, coletiva, assombrosamente jovem e liberadora, como uma lufada de um perfume renovador, como o fim de um pesadelo, barulhenta e comovedora até às tripas: a alegria que explodiu nesta noite de domingo em Paris, após a confirmação da vitória do socialista François Hollande, é indescritível. As pessoas cantam e dançam na Praça da Bastilha, correm pelas ruas com bandeiras francesas, garrafas de Champagne, retratos de Hollande e rosas na mão. Esta explosão coletiva tem o nome mais humano que se conhece: esperança. Sarkozy deixou atrás de si um país agredido. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

ELEIÇÃO PLEBISCITÁRIA NA FRANÇA CONDENA A ORDEM NEOLIBERAL.A HISTÓRIA APERTA O PASSO


Se alguém passou distraído por três décadas de domínio neoliberal, os últimos quatro anos ofereceram a oportunidade ímpar de acesso a um compacto eletrizante com as melhores (piores?) cenas do que é capaz a convergência entre finanças desreguladas e austeridade suicida. A vítima desse condensado pedagógico é o corpo social europeu mutilado por governantes armados do firme propósito de privilegiar bancos e credores, ao mesmo tempo em que sacrificam direitos, leis trabalhistas, serviços e investimentos públicos.

As cenas finais dessa imolação tangida pelo chicote germânico de Angela Merkel mostram uma montanha desordenada de escombros sociais e políticos arrematada por 17 milhões de desempregados - recorde europeu no pós-guerra. O conjunto faz da UE hoje a sigla tenebrosa de uma empresa demolidora que devasta a mais sólida rede de conquistas da civilização imposta ao capitalismo pela luta progressista dos últimos 60 anos: o hoje esquelético Estado do Bem Estar Social europeu.

Sob o pó desse desmonte as urnas neste domingo fizeram o escrutínio da austeridade suicida.A rejeição do credo ortodoxo por parte de franceses e gregos amplia a margem de manobra de politicas progressistas no passo seguinte da maior crise capitalista desde 1929. Acima de tudo, os revezes sofridos por Sarkozy e pelos kamizazes gregos enviam uma mensagem de urgência ao mundo e diretamente aos governantes progressistas: não basta mais lutar a guerra do dia anterior; a denúncia e a execração do credo mercadista estão consolidadas nas urnas.

Trata-se agora, na Europa e no Brasil, como nas demais latitudes, de acelerar a construção de alternativas consequentes ao modelo que naufraga. Caso contrário, há o risco de se morrer na praia tragado pelo vácuo conservador. Essa, felizmente, parece ser a percepção bem-vinda do governo Dilma, que registrou um importante salto político esta semana. Com intervalo de poucos dias, Dilma emparedou os bancos na esfera dos juros; removeu o piso de conforto rentista oferecido pela poupança --o que favorece o investimento produtivo-- e promoveu um desagravo histórico de personagens e agendas que, a seu tempo e a seu modo, impulsionaram a luta soberana pelo desenvolvimento no país. Agora, a faxina que falta fazer é a da regulação da mídia, cuja pertinência mais que nunca foi evidenciada pelas escutas da Polícia Federal que flagraram um verdadeiro 'consórcio da ilegalidade' formado pelo trinômio 'Veja/Cachoeira/Demóstenes'. null


Postado por Saul Leblon às 10:09




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